29 de mar de 2012

A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO A presente lição vem mostrar que a prosperidade está registrada nas páginas das Escrituras de maneira clara, embora alguns por desconhecerem ou torcerem os textos bíblicos, aplicam de maneira equivocada, trazendo confusão no meio do povo de Deus. Antigamente, os crentes que buscavam riquezas eram criticados duramente nas igrejas. Hoje, os pregadores da “nova onda” afirmam que é vontade de Deus que todos sejam ricos. E acrescentam: “Adeus, pobreza do inferno!Você, irmão nasceu para ser rico!” Ser pobre – mesmo que as Escrituras digam o contrário (Hb 11.37,38; Tg 2.5) – é estar sob maldição. Cinco termos hebraicos descrevem a prosperidade no Antigo Testamento, são eles:  Tsaleach – prosperidade como fruto de uma vida bem sucedida (Gn 39.2,3,33; II Cr 26.5)  Chayâ – prosperidade de uma vida longeva (II Rs 18.32;I Sm 10.24)  Sakal – A sabedoria que traz prosperidade (ISm 18.14)  Shalâ – O estado de impertubalidade da prosperidade, estar descansado, estar prospero (Sl 30.6)  Dashem – A prosperidade abundante, significa engordar, ser gordo, prospero (Sl 63.5; Gn 41.26; 27.28 Na perspectiva mundana e bíblica, há uma grande diferença em relação aos bens materiais. Vejamos: Perspectiva mundana:  Produz orgulho  Gera inveja  Avareza  Produz toda sorte de prática ruins  Consumismo  Acepção de pessoas Perspectiva Bíblica:  Produz humildade  Consideração para com os outros  Generosidade  Bons frutos  Consumo consciente  Amor altruista O Evangelho da prosperidade tão propagado hoje em nossos dias, centram-se em verdades bíblicas pela metade fora de contexto, de acordo com esse evangelho, ser cristão implica em ter uma vida abastada, longe dos problemas e enfermidades. Vejamos o que a Bíblia diz: “Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da Palavra de Deus; antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (2 Co 2.17). O termo grego para “falsificadores” é (kapeleuo), “negociar com, comerciar no varejo, colocar à venda”, “traficar, comerciar em pequena escala...falsificar, adulterar”, “negociar, mercadejar, buscar lucro”. O substantivo (kapelos), “comerciante de varejo, de coisas usadas, traficante”, aparece na septuaginta com o sentido de mistura: “A tua prata se tornou em escórias, o teu vinho se misturou com água” (Is 1.22). O vinho não se mistura sozinho, isso é trabalho do kapelos. O Novo Testamento vem nos mostrar de maneira clara e linda a prosperidade tanto nos evangelhos, como nos Atos dos Apóstolos, nos escritos de Paulo, Pedro, Tiago e João. Vejamos: • A prosperidade nos evangelhos – Mt 6.33 • A prosperidade nos Atos dos Apóstolos – At 4.32-35 • A prosperidade nas cartas paulinas – Rm 14.17;II Tm 6.8,9 • A prosperidade em outras epistolas – Tg 2.15; II Ped 2.1ss; III Jo v.3 Como vimos nas lições anteriores a verdadeira prosperidade está ligada diretamente à nossa total obediência e nossa intima comunhão com o Senhor, a presente lição vem ratificar o que anteriormente aprendemos e mostrar-nos que além da obediência e comunhão do crente para o alcance da verdade prosperidade, a graça de Deus vem também a ser um fator fundamental para nossa prosperidade. No exemplo das igrejas da Macedônia vamos entender que a graça nos mantém prósperos e nos ensina que o mais importante na vida do cristão não é o ter, mas sim o ser. As igrejas da Macedônia, são um exemplo que devem ser imitados por todos os crentes de todas as épocas, veja que na passagem de 2 Coríntios 8.1-9, está em foco a verdadeira graça dada aquelas igrejas: Também, irmãos, vos fazemos conhecer a Graça de Deus dada as igrejas da Macedônia. V 1 “...conhecer a graça de Deus...” Está em foco aqui aquele favor divino que fora exibido por meio do Evangelho, nos diversos distritos da Macedônia, favor esse comprovado pelo fato de que muitos daquela região seguiam a fé em Cristo. A graça divina serve de fundamento para todas as promessas do evangelho, começando pelo perdão dos pecados, até finalmente levar os remidos à conformidade com a imagem moral e metafísica de Cristo. Graça: - Significa o próprio Deus benevolente para com os homens. É o próprio Deus olhando para nós com amor e indulgência (Sl 37.17) - Favor, dispensado ou recebido, mercê, beneficio, dádiva, benevolência, estima, boa vontade. No grego charis, donde vem “charme”, “carismático”(no sentido exato) “caridade”, “agradável”, “atraente”, “agradecer”, gratidão. (Cl 4.6; Ef 1.5,6). - Sentido de comutação de pena (clemência do poder público favorecendo um condenado). - Beleza, elegância de estilo - Dito espirituoso ou engraçado (gracejo, pilheria, caçoar, gozação) - Teologicamente vem a ser o dom ou virtude especial concedido por Deus como meio de salvação ou santificação. Favor ou mercê de Deus a uma pessoa Termos usados: - cair em graça – é ser acolhido com benevolência, merecer a simpatia; ter valimento junto a alguém - de graça – gratuitamente - ficar sem graça – o mesmo que perder a graça - não ser de graça – isto é, sério, sisudo, grave, austero - perder a graça – pertubar-se; desconcertar-se - uma graça – um amor de pessoa - dar graças – agradecer - achar graça – agradar a Deus ou aos homens - pedir graça – suplicar A graça de Deus dada as igrejas da Macedônia, fez as mesmas, exercerem um papel extraordinário na questão filantrópica, pois eles se entregaram de maneira exemplar primeiro ao Senhor (o que nos deve chamar muito a atenção), e depois aos outros (2 Co 8.5) eles foram generosos, mesmo nas provações, mostraram que eram desprovidos de ganância e de avareza, pois segundo Paulo mesmo escreveu, eles deram acima do que podiam dar (2Co 8.2,3). Somos informados que os romanos haviam desnudado a Macedônia de suas riquezas, apossando do ouro e da prata ali existente que havia nas minas, impondo pesados impostos sobre os produtos e industrias, como minas de cobre e de ferro e as fundições. Também haviam explorado o sal e a madeira. E tudo de forma tão completa que os macedônios diziam de sua própria nação que se tornara como “um animal lacerado e desconjuntado” Além disso, no caso dos crentes, parece que houve perseguições empobrecedoras. Mas mesmo em tudo isso a graça de Deus foi suficiente sobre eles para contribuírem com alegria. Resumo: Nossa prosperidade tem uma perspectiva escatológica, baseada no que verdadeiramente somos e não naquilo que temos, tendo em vista uma visão filantrópica, em que a ajuda ao nosso próximo passa a ser um diferencial em nossa vida. Que o Senhor Deus em sua infinita bondade e misericórdia, nos ajude à aplicar essas verdades em nossas vidas. Amém! “Ao Rei consagro o que fiz” Sl 45.1 José Carlos Alexandre, Pr.

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